Petroleiros pararam de passar pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8/4), enquanto Israel faz "os maiores ataques" ao Líbano desde o início de sua operação terrestre no primeiro dia de cessar-fogo da guerra no Irã, segundo a mídia iraniana.
Permitir a passagem de petroleiros por Ormuz foi um elemento fundamental do acordo Irã e EUA para interromper temporariamente o conflito.
A agência de notícias Fars, filiada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), informou que, embora dois petroleiros tenham conseguido passar pelo estreito com permissão do Irã na manhã desta quarta, a passagem foi interrompida.
A Agência de Notícias da República Islâmica também relata que os navios foram impedidos de passar, com ambos os veículos de comunicação fazendo referência aos contínuos ataques de Israel ao Líbano.
O cessar-fogo de duas semanas foi acordado na terça-feira (7/4), com a condição de que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz fosse reestabelecido.
É por essa via que passavam cerca de 20% do petróleo global até ela ser fechada pelo governo iraniano em retaliação aos ataques americanos e israelenses.
O acordo veio mais de um mês após EUA e Israel lançarem ataques coordenados contra o Irã e poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar que "uma civilização inteira morreria na noite de terça "para nunca mais ser ressuscitada" caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que vinha mediando as negociações, afirmou na manhã desta quarta-feira que o cessar-fogo passou a valer imediatamente.
FONTE BBC DE LONDRES