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Após ataques de Israel no Líbano, Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça cessar-fogo
Teerã reage a ofensiva israelense em Beirute com vários mortos e feridos e acusa violação da trégua firmada na terça-feira
Publicado em 08/04/2026 10:50 • Atualizado 08/04/2026 13:23
Notícias Internacionais

 

 

Petroleiros pararam de passar pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8/4), enquanto Israel faz "os maiores ataques" ao Líbano desde o início de sua operação terrestre no primeiro dia de cessar-fogo da guerra no Irã, segundo a mídia iraniana.

Permitir a passagem de petroleiros por Ormuz foi um elemento fundamental do acordo Irã e EUA para interromper temporariamente o conflito.

A agência de notícias Fars, filiada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), informou que, embora dois petroleiros tenham conseguido passar pelo estreito com permissão do Irã na manhã desta quarta, a passagem foi interrompida.

A Agência de Notícias da República Islâmica também relata que os navios foram impedidos de passar, com ambos os veículos de comunicação fazendo referência aos contínuos ataques de Israel ao Líbano.

 

O cessar-fogo de duas semanas foi acordado na terça-feira (7/4), com a condição de que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz fosse reestabelecido.

É por essa via que passavam cerca de 20% do petróleo global até ela ser fechada pelo governo iraniano em retaliação aos ataques americanos e israelenses.

O acordo veio mais de um mês após EUA e Israel lançarem ataques coordenados contra o Irã e poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar que "uma civilização inteira morreria na noite de terça "para nunca mais ser ressuscitada" caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que vinha mediando as negociações, afirmou na manhã desta quarta-feira que o cessar-fogo passou a valer imediatamente.

FONTE BBC DE LONDRES

 

 

 

 

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